Gente em MARSHA! 1ª edição


Você provavelmente já deve saber que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, certo? Mas você já se perguntou do porquê?

Em 1981 o Jornal do Brasil publica uma primeira matéria sobre HIV com o título “Câncer em homossexuais é pesquisado nos EUA”.

Em 1987 a polícia da cidade de São Paulo inicia uma ação chamada ‘’Operação Tarântula’’ que tinha como objetivo combater a AIDS através da apreensão e extermínio de travestis.

3 décadas depois, a OMS - Organização Mundial de Saúde - retira a transexualidade da lista de doenças e distúrbios mentais. 

Em 2020, pessoas trans e travestis ainda lutam para restituir seu lugar na categoria humana, para garantir o direito básico a própria vida.

Seja na reprodução de narrativas que reforçam os estigmas sociais condicionados a população LGBT, estereótipos pejorativos até a falta de representatividade, a mídia tem e teve um papel fundamental para a criminalização e violações históricas a corpos dissidentes. 

Sendo assim, compreende-se a importância de uma mídia alternativa que fale sobre nós em primeira pessoa, resgatando a autonomia de pessoas trans e travestis sob o poder de suas próprias narrativas.

O Jornal GENTE EM MARSHA! é sobre retomada de protagonismo, dando vazão a uma cosmovisão plural onde assumir um comprometimento ético para com todes aqueles que tiveram suas narrativas de vida usurpadas e deturpadas por uma estrutura cisheteronormativa, aqui, reflete-se na democratização da pluralidade de diferentes existências.

Intelectualidade, tecnologias e mídia sobre vida de GENTE EM MARSHA!

Amapôs, ocós and everyone else in between, desaquenda de todo ejó e fakenews que aqui o babado é certo!

“Eu viso transformações. Viso mudanças. Viso uma utopia. E a maior transformação, mudança e utopia que qualquer pessoa trans e travesti deseja é poder falar na primeira pessoa”
        Maria Clara Araújo dos Passos

Na edição #1, construída em parceria com a Plataforma GENTE, introduzimos você a uma nova mídia, para um novo mundo, através de 3 portais: Coletividades, Potências e Travessia.

Por acreditarmos na construção de pontes que possibilitam trocas de saberes e práticas a fim de fazermos a travessia coletiva das catástrofes sociais rumo ao futuro.



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